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INPECCCaros colegas, desejamos informar a todos e todas que acaba de ser fundado o Instituto Nacional de Pesquisa em Comunicação Comunitária. O Instituto reúne três laboratórios e núcleos de pesquisa vinculados a três programas de Pós Graduação em Comunicação de três Universidades Federais. São eles: o Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC) do PPGCOM-UFRJ, o Laboratório de Investigação em Comunicação Comunitária e Publicidade Social (LACCOPS), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano, da UFF e o Laboratório de Pesquisa e Estudos em Comunicação Comunitária e Saúde Coletiva (LAPECCOS), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia da UFRN. O Instituto reúne inúmeros pesquisadores-sênior, estudantes de doutorado, mestrado e graduação. Por que um instituto? É que, nos últimos quinze anos, a perspectiva comunitária firmou-se no campo comunicacional não apenas como objeto empírico, mas principalmente como demanda de parceria com os novos sujeitos coletivos e minoritários que se fazem progressivamente visíveis no espaço público nacional, desde as periferias até os centros. O Instituto facilita a consolidação da pesquisa, na medida em que centraliza as interfaces com as instituições que pesquisam a temática em nível nacional e em que permite intensificar de maneira permanente os canais de intercâmbio em nível internacional. A partir de agora, o INPECC passa a gerenciar as pesquisas dos seus membros com reuniões permanentes, de maneira a reunir a reflexão sobre os trabalhos realizados pela área bem como contribuir com avanços para o campo. A partir de fevereiro, vamos dar início a uma agenda de eventos e publicações que estaremos sempre divulgando por esta e outras listas. O INPECC aproveita o ensejo para convidar ao diálogo acadêmico os pesquisadores interessados.

Abraços e que venha o 2014 com muito sucesso para todos nós!

Profa. Dra. Raquel Paiva – Coordenadora do LECC/UFRJ
Prof. Dr. Juciano de S. Lacerda – Coordenador do LAPECCOS/UFRN
Profa. Dra. Patrícia Saldanha – Coordenadora do LACCOPS/UFF

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Com a expectativa de seu primeiro circuito de debates na Compós, o GT Comunicação e Cidadania busca se consolidar pela urgência dos temas que propõe debater e já é destaque pelo número de inscrições. É o segundo GT mais procurado no encontro deste ano.

Nesta entrevista, a coordenadora do grupo, Denise Cogo, fala sobre a pesquisa do tema no país e a importância da Compós  para “a constituição de um espaço de debate efetivo que atribua visibilidade, reflita e contribua para qualificar a pesquisa em comunicação e cidadania” no país.

Leia a entrevista completa com a professora e pesquisadora da Unisinos:

Site da Compós 2011 – Quais são as principais questões que serão debatidas no GT Comunicação e Cidadania neste ano?

Denise Cogo – Nesse primeiro ano de funcionamento do GT Comunicação e Cidadania, os 10 trabalhos selecionados, dentre os 32 inscritos, abrangem pelo menos três blocos de questões. O primeiro está composto de discussões que buscam situar as especificidades epistemológicas e metodológicas da pesquisa em comunicação e cidadania. O segundo é constituído por pesquisas empíricas, de caráter qualitativo, sobre os processos de cidadania nas apropriações, por setores sociais, das tecnologias da comunicação, como a Internet e a televisão digital. O terceiro bloco se compõe de pesquisas, também qualitativas, orientadas à compreensão das relações entre dimensões das cidadanias política e cultural (ou intercultural) no âmbito dos chamados novos movimentos sociais e os usos das mídias por setores específicos desses movimentos, como os movimentos juvenis, a terceira idade, as migrações, os movimentos indígenas e o movimento dos sem-terra.

Site da Compós 2011 – Quais são as suas expectativas, como coordenador, em relação aos debates e à participação do público?

Denise – Nesse primeiro ano de funcionamento do GT esperamos a constituição de um espaço de debate efetivo que atribua visibilidade, reflita e contribua para qualificar a pesquisa em comunicação e cidadania desenvolvida nos diferentes Programas de Pós-Graduação do país. Esperamos também que o GT, cuja proposição no processo de reclivagem da Compós partiu de um conjunto amplo de pesquisadores que vem se dedicando a estudos na interface comunicação e cidadania, se consolide como um espaço de convergência de entendimentos do que poderia abrigar a pesquisa em comunicação e cidadania. Sem deixar, evidentemente, de contemplar a diversidade teórico-metodológica, que tem caracterizado os estudos nessa área no contexto da pós-graduação brasileira. Nossa intenção é também dar transparência e consolidar, com a participação dos pesquisadores, os critérios de seleção dos textos e a atuação do comitê científico a partir dos parâmetros definidos pela Compós e da experiência efetiva desse primeiro ano de avaliação dos artigos. A expectativa é também de uma participação do púbico que reflita o próprio crescimento da pesquisa em comunicação e cidadania, evidenciado nas linhas e grupos de pesquisa criados nos PPGs em Comunicação de todas as regiões do país nos últimos anos.

Site da Compós 2011 – Que avaliação é possível fazer da produção nesta área, nos programas de pós-graduação, a partir dos trabalhos submetidos ao GT Comunicação e Cidadania neste ano?

Denise – Em primeiro lugar, valeria destacar que os 32 trabalhos inscritos que situaram o GT como o segundo mais procurado no congresso da Compós de 2011, já é uma evidência do crescimento expressivo da pesquisa em comunicação e cidadania no contexto da Pós-Graduação em Comunicação no Brasil nos últimos anos. O conjunto de trabalhos inscritos reflete ainda algumas tendências de pesquisas nessa interface que já vem se delineando a partir da sua presença na pós-graduação brasileira e da visibilidade que vem tendo esses trabalhos em outros fóruns acadêmicos nacionais e internacionais da área da comunicação como a Intercom, Alaic e IAMCR. Em termos de avaliação da produção, aos três blocos de questões mencionados anteriormente sobre os trabalhos selecionados, se agregam ainda textos que abordam outras três perspectivas: comunicação cidadã e questões socioambientais; processos de comunicação e cidadania no marco da economia política e das políticas de comunicação; práticas de comunicação cidadã em espaços educativos e comunicação e práticas de comunicação comunitária e local. Em termos metodológicos, é privilegiada a pesquisa empírica e as metodologias de caráter qualitativo, com destaque para os estudos de caso. Alguns trabalhos, no entanto, têm por foco central justamente a discussão de questões teóricas e metodológicas referente ao campo conceitual da comunicação e cidadania.

Site da Compós 2011 – Na sua avaliação, quais são as grandes frentes de pesquisa sobre o tema do GT Comunicação e Cidadania no país?

Denise – Podemos identificar algumas frentes que vão ganhando impulso e expressividade nos últimos anos como decorrência da preocupação dos pesquisadores com processos socioculturais, políticos e econômicos vivenciados na contemporaneidade por setores e movimentos sociais nos âmbitos local, nacional e transnacional. Uma delas diz respeito a um interesse em pesquisar as dinâmicas de interação comunicacional, assim como os processos socioculturais e políticos que envolvem o acesso, apropriação, usos e mobilização que decorrem da presença das tecnologias da comunicação, como a Internet, na vida social.

Uma segunda frente seria relativa aos processos comunicacionais e midiáticos vinculados às experiências de cidadania comunicativa dos chamados novos movimentos sociais em que a dimensão cultural ou intercultural assume especial relevância e se expressa em estudos de comunicação e cidadania ancorados em questões de etnicidade, gênero, juventude, etc.
Uma terceira frente de pesquisa estaria representada por pesquisas que buscam refletir sobre as atuais práticas de comunicação em âmbito global e transnacional desenvolvidas por redes de movimentos sociais como os movimentos de ativismo global, as migrações, etc., em que também a presença de tecnologias como a Internet tem sido central.
Podemos dizer que há uma quarta frente de pesquisa que continua tendo presença e se reatualiza a partir de estudos sobre as práticas comunicacionais contra-hegemônicas no marco das culturas populares e da comunicação comunitária e locais, como, por exemplo, as rádios comunitárias, as expressões da religiosidade popular, etc. Por fim, a quinta frente de investigação está dedicada aos estudo das políticas de comunicação e economia política dos meios que tem tido lugar importante e crescido no contexto dos programas de pós-graduação nesses últimos anos.
Denise Cogo é professora titular do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Comunicação da Unisinos, onde coordena o grupo de pesquisa Mídia, Cultura e Cidadania (www.gpmidiacidadania.com). Possui pós-doutorado em Comunicação na Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e doutorado e mestrado em Ciências da Comunicação na USP. Coordenou o Programa Acadêmico de Cooperação Internacional Brasil-Espanha Unisinos-UAB, financiado por CAPES-MECD, entre 2004 e 2008. É bolsista de Produtividade Nível 2, do CNPq, consultora da CAPES, do CNPq e da Fundação Carlos Chagas. Atua na área de Comunicação, com ênfase em comunicação e cidadania, estudos culturais latino-americanos e estudos de recepção.

CHAMADA DE TEXTOS – GPs Intercom – XI Encontro dos Grupos de Pesquisa em Comunicação da INTERCOM 2011

Caros colegas pesquisadores e pesquisadoras,

Convidamos vocês para produzir e submeter artigos para o Grupo de Pesquisa Comunicação para a Cidadania, no XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, que acontece de 2 a 6 de setembro, na Unicap (Recife – PE). Solicitamos que divulguem entre seus pares e para suas listas de pesquisadores e colaboradores. Qualquer dúvida, entre em contato conosco!

Saudações acadêmicas,

Claudia Lahni e Juciano Lacerda

Coordenadora e vice-Coordenador do GP Comunicação para a Cidadania

DT 7 – Comunicação, Espaço e Cidadania
GP Comunicação para a Cidadania

Para submeter seu paper ao GP Comunicação para a  Cidadania, informamos, a seguir, o calendário de submissão de textos, as regras de submissão e a ementa do GP Comunicação para a Cidadania:

Inscrição de trabalhos INTERCOM 2011

Prazo inicial para inscrição de trabalhos

7 de abril

Prazo máximo para inscrição de trabalhos

15 de julho

Os interessados em submeter trabalhos devem efetuar o pagamento da taxa de inscrição até o dia

12 de julho

Data final para comunicação dos aceites dos trabalhos

Atenção: após a submissão do trabalho, verifique periódicamente o status da avaliação em sua área reservada, para o caso de alterações solicitadas pelos avaliadores

29 de julho

Regras de submissão

Cada pesquisador só poderá encaminhar um trabalho de sua autoria para o XI Encontro dos Grupos de Pesquisa. São admitidas exceções no caso de co-autoria, quando podem ser submetidos até dois trabalhos do mesmo autor, desde que um deles seja de autoria única e outro não ou que, sendo ambos em co-autoria, o sejam com co-autores diferentes. O pesquisador que for selecionado para apresentar trabalho nos Grupos de Pesquisa se compromete a participar de todas as sessões do referido GP e não apenas àquela em que o seu trabalho está incluído. A presença do pesquisador em todos os dois dias de apresentações de trabalho nos grupos é obrigatória.

Nos trabalhos em co-autoria é possível submeter à apreciação um trabalho feito em parceria com autor(es) sem a qualificação acadêmica exigida nos grupos, mas, se for selecionado, o trabalho só poderá ser apresentado no GP pelo autor com a qualificação exigida. O trabalho, em qualquer hipótese, só poderá ser apresentado na sessão de trabalho do grupo pelo autor qualificado para participar das reuniões do GP como expositor.

Modelo-padrão para submissão de trabalhos ao GP-Intercom (clique no link ou cole no navegador o endereço abaixo)
http://www.portalintercom.org.br/images/stories/Congresso_Nacional/modelopadrao2011gps.doc

(é obrigatório formatar o trabalho de acordo com este modelo-padrão e, sobretudo, utilizar o papel timbrado específico deste evento).

O seu trabalho deve contemplar ao menos uma das palavras-chave do GP Comunicação para a Cidadania. Portanto, observe a ementa e as palavras-chave abaixo.

GRUPO DE PESQUISA COMUNICAÇÃO PARA A CIDADANIA
Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação

CONTATO: gpcomunicacaocidadania@gmail.com
TWITTER: @GpComCidadania
E-GROUP: http://br.groups.yahoo.com/group/comunicacao_para_a_cidadania

EMENTA: Aspectos teóricos e metodológicos resultantes de pesquisa científica que tenham como objeto as inter-relações entre comunicação e cidadania, expressas a partir dos campos comunicacional e midiático e suas relações com as culturas populares, comunidades, identidades culturais e minorias, com ênfase nos processos que se desenrolam no âmbito dos movimentos populares, comunitários, sindicais e nas ONGs, bem como nas esferas partidárias e religiosas. São priorizados igualmente estudos sobre ações e práticas comunicacionais alternativas e comunitárias envolvendo as apropriações e os usos das tecnologias da comunicação pelas redes de movimentos sociais no contexto da sociedade globalizada que envolvam perspectivas cidadãs relacionadas à diversidade cultural e à interculturalidade e em que estejam implicadas noções e / ou interfaces com classe social, gênero, geração, etnia, religião, regionalismo e migrações, além de outras experiências identitárias e minoritárias.

PALAVRAS-CHAVE: Comunicação comunitária; Identidades culturais; Redes sociotécnicas; Comunicação popular; Mídia alternativa; Culturas populares; Interculturalidade; Cidadania; Movimentos sociais.

Dois dos grandes problemas para a democratização das comunicações estão relacionados:

(1) à falta de fiscalização do Estado e do Congresso Nacional sobre o cumprimento da Constituição Federal por parte dos atores privados que controlam concessões de rádio e televisão no Brasil;

(2) o uso de concessões de rádio e televisão como moeda de negociação política, que produziu o “coronelismo eletrônico” e entrava no Congresso Nacional as discussões sobre uma legislação atual e detalhada, que garanta pluralidade e participação de novos agentes e o controle cidadão sobre as concessões públicas.

Mauro Malin, do Observatório da Imprensa, traz novas reflexões sobre o tema do “coronelismo eletrônico” com base em denúncias da imprensa (por que só agora?) e aponta o histórico da cobertura do OI, que data desde 1997. Um texto interessante para quem pensa a comunicação para a cidadania.