Arquivo da categoria ‘Identidades Culturais’

A mídia que estupra, por Ana Flávia Ramos

Publicado: janeiro 20, 2012 por Juliana Bulhões em Cidadania, Identidades Culturais

por Ana Flávia Ramos

Quem não se lembra do filme The Accused (1988 – Jonathan Kaplan), protagonizado por Jodie Foster, que consagrou a atriz por uma interpretação notável? Filme aclamado pela crítica, impactante e polêmico em sua essência, narra a história de uma jovem, Sarah Tobias, que, após uma noite de diversão com as amigas, é estuprada por vários homens nos fundos de um bar. No desenrolar da trama, com o auxílio de uma advogada, Sarah, que no início é vista como “responsável” pela violência, consegue a condenação de seus agressores, reafirmando a tese de que, independente do flerte, da bebida, das roupas ou de qualquer outra coisa, estupro é sempre estupro.

No enredo, vitoriosamente prevalece a máxima: sim significa sim e não significa não! Durante o julgamento, entretanto, outros agravantes foram mobilizados pela advogada para condenar também os cúmplices daquele terrível caso: o estupro de Sarah morbidamente contou com uma platéia entusiasmada que, aos gritos, incitava o ato de violência. A cada novo agressor, a platéia pedia “bis”.

Para quem esteve ligado nas redes sociais no último domingo (15/01/12), sabe que a lembrança do filme não é fortuita. Desde ontem, o assunto do suposto estupro sofrido por Monique em rede nacional no Big Brother Brasil não sai de nossas cabeças e nem de nossas timelines. A cena, para quem viu no paperview, enoja, deprime e indigna. Uma mulher, desacordada e vulnerável, tem o seu corpo violado e invadido por alguém que, ao que tudo indica, não foi convidado.

Aparentemente sem consciência e sem meios de reagir, a vítima estava entregue ao seu agressor, Daniel, em frente às câmeras, à equipe técnica e à enorme platéia do outro lado da televisão e do computador.  Aquilo que era feito nos fundos de um bar perde os seus “pudores” e se torna diversão pública e explícita na TV.

Muitas questões têm surgido desde que a cena virou polêmica nacional: Monique sabia o que estava acontecendo? Ela compartilhou as carícias de Daniel? Houve sexo? Ela se lembra do que ocorreu? A despeito dos comentários moralistas, machistas e misóginos – que me recuso a discutir, pois já estou farta de tentar argumentar com quem insiste na imbecilidade – outro fato me chamou a atenção: o papel da platéia nesse “show de horrores”.

Quem estava presenciando a tudo e nada fez? A responsabilidade do ato, além de Daniel, se ficar comprovado o estupro, deve ser estendida a quem mais? Assim como os espectadores do estupro no filme The Accused, qual o papel da maior emissora de TV do país no caso?

Nas cenas do dia seguinte, Monique dava indícios de que não sabia exatamente o que havia ocorrido na noite anterior. Intrigada, após ter sido chamada no confessionário, pergunta à Daniel o que, de fato, acontecera naquela noite. O brother nega o sexo, dizendo que foram apenas beijos e umas passadas de mão, e claramente se esquiva do assunto.

Monique, confinada em um reality show, sem contato com o mundo exterior, não sabe que o Brasil discute seu suposto estupro. Possivelmente violentada enquanto dormia, ela é também “violentada” pela produção do programa, quando esta se nega a informá-la exatamente sobre que está ocorrendo. Omissão grave, já que esta era a equipe a quem a participante confiou sua segurança, ao aceitar participar do programa, um ambiente teoricamente controlado e protegido por regras e parâmetros de bom senso, garantidores, ao menos, da integridade física dos jogadores.

Entretanto, a produção se abstém de dizer o que de fato está acontecendo e deixa Monique, mais uma vez, à mercê de seu eventual algoz. Embora ela tenha direito à verdade, ela continua indefesa na escuridão, como a do quarto em que estava na noite de sábado, permanecendo também na insegurança das camas compartilhadas do programa. Daniel, já anteriormente acusado de ter se aproveitado de Mayara, segue ileso pelos corredores da casa e sequer é questionado pelos responsáveis do reality show. Monique parece ser vítima duas vezes.

Independente da posterior averiguação do caso e da condenação ou não de Daniel, existe um cúmplice a quem não se pode negar a culpa: a Rede Globo de Televisão. A emissora, na madrugada do domingo, reconheceu as evidências de um possível crime (no plantão de notícias do paperview os responsáveis pelo programa escreveram que estava “rolando um clima”, mas que a “loira não se mexia”), se utilizou dessas evidências para alavancar o seu ibope, incitando os telespectadores a continuarem a assistir às cenas, mas, em momento algum, tentou (ou desejou) interromper o ato.

No dia seguinte, diante da polêmica e dessas evidências, se absteve, ainda, de revelar à Monique o que ocorrera, negando assim o direito essencial da participante de decidir se devia prestar queixa à polícia ou não.  Os produtores, cúmplices da suposta violência, ao esconderem as cenas de Monique, negaram-lhe, entre outras coisas, o direito de realizar o exame de corpo de delito, instrumento fundamental na comprovação da agressão. E quem se responsabilizará por isso?

O histórico de barbaridades no BBB já não é novo, mas quais serão os limites do programa após um suposto estupro em cadeia nacional? Como será interpretada pelas autoridades públicas e pelos telespectadores a omissão da Globo diante do caso?  A emissora, de forma tirânica e desleal, seguiu com o espetáculo, reduzindo o episódio, através de seu fiel porta-voz, Pedro Bial, a “muito amor”. Através de uma edição impregnada de machismo e, por que não, de moralismos arcaicos, deixou Monique à mercê da situação e sequer prestou contas ao público, que ainda debate intensamente nas redes sociais a saída/punição de Daniel. Como uma concessão pública, que serviços à comunidade são prestados por essa emissora de TV? Qual a responsabilidade social da Rede Globo com seus telespectadores? Ou ainda a pergunta que nos atormenta a cada dia: o que tem sido e para quê tem servido a grande mídia no Brasil?

Nesse sentido, a pressão e as críticas dos brasileiros e telespectadores é cada vez mais fundamental na mobilização de forças não somente para a solução desse caso, mas também na construção de uma nova mídia.

Fonte: Viomundo

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BBB12 e o estupro ao vivo na TV

Publicado: janeiro 19, 2012 por Juliana Bulhões em Cidadania, Identidades Culturais

Para a TV Globo, sexo sim, escândalo sim, discussão sobre limites éticos e legais no BBB não!, por Jacira Melo

A decisão da TV Globo de expulsar do reality show o participante Daniel sob suspeita de ter abusado sexualmente da colega Monique, após a polêmica sobre estupro haver explodido nas redes sociais, é muito clara: a emissora reagiu em função da repercussão negativa e não em razão do estupro transmitido ao vivo via satélite. Não interessa à TV e nem à lógica do Big Brother Brasil um debate sobre ética no programa ou na TV.

Boninho, diretor do BBB, em um primeiro momento argumentou que “Daniel era vítima de racismo”, provavelmente em uma tentativa de duplicação do debate: estupro ou racismo? Após a intervenção da Polícia, que ameaçou tirar o programa do ar, Boninho mudou de estrategia e afirmou que Daniel “passou dos limites”.

O apresentador Pedro Bial foi lacônico ao anunciar a expulsão do participante. Aliás, no episódio do BBB que alcançou o maior índice de audiência até hoje, Bial – por explícita conveniência – não detalhou para os telespectadores – e ao que tudo indica nem mesmo aos outros participantes – qual foi o motivo da eliminação de Daniel. Ao anunciar sua saída, alegou somente que Daniel havia “infringido as regras do programa”.

Passaram do limite a Rede Globo, Boninho e o participante Daniel. Infringiram a regra da ética. O diretor e a produção do BBB foram omissos, assistiram de camarote, na madrugada de sábado para domingo, ao desenrolar do que tudo indica ter sido um estupro transmitido ao vivo pela TV brasileira. Poderiam ter agido e impedido o suposto crime. Mas aquilo tudo – o estupro e a transmissão ao vivo aos espectadores pagantes – fazia parte da festa, do show. Tudo leva a crer que apostaram no escândalo, na polêmica, na dúvida sobre o caráter de Daniel, mas também de Monique. Apostaram que surgiriam os argumentos preconceituosos comuns nes se tipo de caso: “ela deu mole, facilitou, provocou”. Afinal, os participantes sabem os riscos que correm pelo fato de o programa ser transmitido ao vivo.

A TV Globo parece ter entendido rapidamente os riscos que corre. A denúncia sobre o possível estupro explodiu primeiro nas redes sociais, pautando sites de notícias e blogs, que passaram a indicar links para o YouTube: estupro no BBB12. Em pouco tempo, o caso tornou-se o tema mais comentado na internet.

E o que era para ser uma festa no BBB e mais um escândalo de audiência saiu do controle. A edição do BBB de 2012 tem cinco patrocinadores – AmBev (Guaraná Antarctica), Fiat, Niely, Schincariol (Devassa) e Unilever (Omo) – que, segundo informações da imprensa, desembolsaram R$ 20,6 milhões cada um para terem suas marcas no programa, totalizando R$ 103 milhões. Sabe-se que a discussão sobre limites éticos e legais na produção de conteúdo e patrocínio de programas é uma questão que causa verdadeiro pânico na TV.

Pois esse episódio aponta para duas tendências do público: a primeira evidencia que o telespectador passou, com as tecnologias de comunicação, a ver TV e emitir sua opinião a partir de seu próprio juízo; a segunda tendência revela que a sociedade já identifica com mais clareza situações de violência contra a mulher e que a violação do corpo e da intimidade de uma mulher já é debatida como questão de direito e justiça.

São sinais claros de avanços na agenda de debates e da participação da cidadania. Falta agora que os veículos de mídia também aceitem participar desse debate sobre os limites éticos e legais de seus conteúdos e estratégias para conquistar audiências. Também faltam posições inequívocas das instituições democráticas do país sobre as consequências previstas para esse tipo de atitude de emissoras de TV, para que possam ser responsabilizadas editorialmente sobre os conteúdos transmitidos.

Fonte: Agência Patrícia Galvão

Jacira Vieira de Melo – Graduada em Filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre em Ciências da Comunicação na Escola de Comunicações e Artes da USP e especialista em Comunicação Social e Política na perspectiva de gênero e raça. É diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão – Mídia e Direitos.
jaciramelo@uol.com.br

O I Simpósio CEPOS-MIDIACID acontece no próximo sábado (29), das 9h às 13h e das 14h30 às 17h, com o tema “Mídia, diversidade cultural e políticas públicas de afrodescendentes”, no Auditório da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), localizada à Av. Borges de Medeiros, 915b, 7º andar, Porto Alegre – RS.

As inscrições podem ser feitas gratuitamente clicando AQUI ou AQUI.

Programação

8h30: Mesa de abertura (representantes dos organizadores)

9h às 10h30: Mesa 1 – As mídias e as políticas públicas de igualdade racial

1) A experiência da Afropress : possibilidades e desafios – Dojival Vieira, diretor da Agência de Notícias Afropress (São Paulo)
2) Experiências de Formação Docente e Gestora. Questões Metodológicas e Práticas Educomunicativas na Implementação da LDB 9394/96 alterada pela Lei 10.639/03 – Rosangela Malachias, da Mídia Etnia Educação e Comunicação Ltda, USP, NEINB (São Paulo)
Mediadora: Denise Cogo (Unisinos)

11h às 13h: Mesa 2 – Mobilização e organização de jornalistas e as questões de negritude
Sátira Machado – Jornalista e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos
Jeanice Dias Ramos – Jornalista do  Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros do Sindicato dos Jornalistas do RS.
Mediador: Valério Brittos (Unisinos)

14h30 às 16h30: Mostra de produções audiovisuais
Agência da Boa Notícia Guajuviras (ABNG) – Andrea Freitas e Janice Machado
Grupo Rafuagi – Rafael Diogo dos Santos
Ong Educativa – Felipe Martini – junto com grupo Nação Periférica
Mediador: Bruno Lima Rocha (Unisinos)

16h30 às 17h – Encerramento

Organizadores
·  Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política (CEPOS) do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da UNISINOS.
·  Grupo de Pesquisa Mídia, Cultura e Cidadania (MIDIACID) do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da UNISINOS.
·    Instituto Humanitas Unisinos (IHU).
·    Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) da UNISINOS.
·    Fundação Ford.
·    Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros do Sindicato dos Jornalistas do RS.

A Universidade da Beira, de Portugal, disponibilizou para download grátis 30 livros na área de Comunicação Social lançados entre 2010 e 2011. Os downloads podem ser feitos AQUI. Confira os títulos, autores e resumos:

Tradição e Reflexões: Contributos para a teoria e estética do documentário
Autor: Manuela Penafria
Resumo: A obra fala do processo de produção de um documentário e mostra exemplos de histórias colocadas neste formato, como por exemplo o movimento operário brasileiro dos anos 70 ou até mesmo durante a era franquista espanhola.

Pragmática: Comunicação Publicitária e Marketing
Autor: Annamaria Jatobá Palacios e Paulo Serra
Resumo: A coletânea divulga textos de pesquisadores portugueses, espanhóis e brasileiros com produção acadêmica voltada para a investigação de mecanismos linguístico-discursivos desenvolvidos por diferentes práticas sócio-discursivas, a exemplo da publicidade, comunicação organizacional e marketing.

O admirável Mundo das Notícias: Teorias e Métodos
Autor: João Carlos Correia
Resumo: O livro pretende ser um manual onde se encontre uma abordagem aprofundada da literatura disponível sobre Estudos Jornalísticos.

Radiojornalismo hipermidiático: tendências e perspectivas do jornalismo de rádio all news brasileiro em um contexto de convergência tecnológica
Autor: Debora Cristina Lopez
Resumo: A autora analisa emissoras all news brasileiras e se insere no contexto da revolução que afeta o rádio contemporâneo.

Jornalismo e convergência: Ensino e práticas profissionais
Autor: Claudia Quadros, Kati Caetano e Álvaro Larangeira
Resumo: Nesta obra pesquisadores do Brasil, Espanha, Portugal e México discutem novas propostas teórico-metodológicas para o ensino do jornalismo digital. Diversas experiências de ensino também são relatadas, evidenciando problemas, busca de soluçoes, improvisações e criatividade diante de estruturas ainda em desenvolvimento do sistema de ensino.

A Gazeta “da Restauração”
Autor: Jorge Pedro Sousa (Coord.); Maria do Carmo Castelo Branco; Mário Pinto; Sandra Tuna; Gabriel Silva; Eduardo Zilles Borba; Mônica Delicato; Carlos Duarte; Nair Silva; Patrícia Teixeira
Resumo: O livro procura explicar como foi introduzido o jornalismo em Portugal, quais os fatores que contribuíram para o desenvolvimento dessa atividade de disseminação de informação e conhecimento no país, qual a importância que, nesse contexto, teve a Gazeta apelidada “da Restauração”, do que falava essa Gazeta e como falava dos assuntos que abordava.

Retórica e Mediatização: As Indústrias da Persuasão
Autor: Ivone Ferreira & Gisela Gonçalves
Resumo: A obra mostra de que modo as novas mídias contribuem para a persuasão sobre produtos, marcas ou ideias políticas e até que ponto a retórica mediatizada tem acompanhado a evolução tecnológica e se adaptado às novas ferramentas comunicacionais. Além disso o livro também fala sobre os atores e temáticas que sobressaem dessa análise e de que forma o jornalismo incorpora novas formas retóricas para se tornar mais eficiente.

Ensaios de Comunicação Estratégica
Autor: Eduardo J. M. Camilo
Resumo: No livro, o autor homenageia alguns amigos e aproveita para dar uma amostra representativa de textos que falam de comunicação estratégica, discursos políticos, teorias de comunicação publicitária e a análise do discurso publicitário (comercial).

Vitrine e vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo
Autor: Rogério Christofoletti
Resumo: Através da obra, o autor procura discutir a qualidade no jornalismo e tenta refletir sobre democracia e responsabilidade social. O livro está atrelado também ao debate sobre a ética, a formação dos novos jornalistas, a inovação e a busca da excelência técnica.

Cidadania Digital
Autor: Isabel Salema Morgado e António Rosas
Resumo: Neste livro, os autores vão procurar encontrar respostas para a questão da cidadania digital, apresentando análises de realidades diversas cujo enquadramento comum são os usos que os cidadãos fazem das redes digitais.

Cidadania Digital
Autor: Isabel Salema Morgado e António Rosas
Resumo: Neste livro, os autores vão procurar encontrar respostas para a questão da cidadania digital, apresentando análises de realidades diversas cujo enquadramento comum são os usos que os cidadãos fazem das redes digitais.

Homo Consumptor: Dimensões Teóricas da Comunicação Publicitária
Autor: Eduardo José Marcos Camilo
Resumo: O objetivo do autor é responder a uma única questão central: o que é a publicidade enquanto fenômeno de comunicação de massa? Na resposta, o autor reúne uma série de paradigmas teóricos que pretende que sejam alternativos aos que habitualmente estão integrados no domínio das ciências empresariais, com especial destaque para o do marketing.

Conceitos de Comunicação Política
Autor: João Carlos Correia, Gil Baptista Ferreira e Paula do Espírito Santo
Resumo: Vislumbra-se com este livro um aprofundamento dos estudos nesta área visível da imprensa universitária e especializada e na formação de Grupos de Trabalho nas Sociedades Científicas nacionais e internacionais.

Marketing e comunicación
Autor: José Sixto García
Resumo: A obra fala das relações existentes entre a comunicação, o jornalismo e o marketing. Também apresenta uma nova categoria do marketing voltada para a comunicação, chamada de Marketing da Comunicação.

O Paradigma Mediológico: Debray depois de Mcluhan
Autor: José António Domingues
Resumo: O problema geral do livro remete para o exame do poder constitutivo da mediação em seis momentos fundamentais: teológico, filosófico, gramatológico, representacional, técnico-científico e digital.

Direitos do Homem, Imprensa e Poder
Autor: Isabel Salema Morgado
Resumo: Entendida por muitos como marco civilizacional, coube-me procurar compreender como é percepcionada a Declaração Universal dos Direitos do Homem, na sua dupla projeção: como representação social objetivada no discurso e como enquadramento de uma certa prática política enquanto proposta de exercício do poder para todos os Estados.

Redefinindo os gêneros jornalísticos: Proposta de novos critérios de classificação
Autor: Lia Seixas
Resumo: Com as novas mídias, surgem novos formatos, se hibridizam, se embaralham os gêneros. A noção de gênero entra, mais uma vez, em cheque. Por isso mesmo passa a ser vista com mais atenção. Alguns gêneros podem acabar, outros podem aparecer. Alguns se transformam, outros se mantêm.

Informação e Persuasão na web: Relatório de um projecto
Autor: Paulo Serra e João Canavilhas
Resumo: O projeto procura estudar os princípios a que terá de obedecer a construção das páginas Web das instituições de ensino superior públicas portuguesas. Delineou-se, para a execução de tal objetivo, uma investigação focada nos utilizadores, e que confrontasse estes com as diversas possibilidades de organização da informação, de modo a apurar as que se revelariam, de facto, quer como as mais persuasivas, quer como as mais satisfatórias das necessidades e interesses desses mesmos utilizadores.

Webnoticia: Proposta de Modelo Jornalístico Para a Internet
Autor: João Canavilhas
Resumo: O livro é parte da tese de doutorado “Webnoticia: Proposta de Modelo Jornalístico Para a Internet” e pretende ser uma pequena contribuição para a identificação de uma linguagem convergente para o webjornalismo.

Manual da Teoria da Comunicação
Autor: Joaquim Paulo Serra
Resumo: A obra mostra como a comunicação assumiu um lugar tão central na nossa sociedade.

Jornalismo Digital de Terceira Geração
Autor: Suzana Barbosa
Resumo: O livro Jornalismo digital de terceira geração reúne os artigos apresentados durante as “Jornadas Jornalismo On-line.2005: Aspectos e Tendências”, durante os dias 25 e 26 de Novembro, na Universidade da Beira Interior, Covilhã (Portugal). O livro agrega mais duas importantes contribuições produzidas pelos autores brasileiros Elias Machado, Marcos Palacios e Paulo Munhoz.

Sociedade e Comunicação: Estudos Sobre Jornalismo e Identidades
Autor: João Carlos Correia
Resumo: A obra cita, no plano da indústria mediática, a tentativa de pensar formas alternativas de comunicação que privilegiem uma relação dinâmica com os públicos, aberta à crítica e à partilha de saberes, ao confronto de opiniões e de argumentos, à pluralidade de discursos, por oposição ao paradigma constituído pela comunicação de massa.

Comunicação e Política
Autor: João Carlos Correia
Resumo: Este livro tem as qualidades e fraquezas do pioneirismo. Reflete um certo ponto da investigação portuguesa nos domínios da Comunicação e Política.

Comunicação e Poder
Autor: João Carlos Correia
Resumo: A obra fala da comunicação e do poder como dois conceitos englobantes, alegadamente monumentais, dotados de uma vastidão conceitual suficientemente abrangente.

A Persuasão
Autor: Américo de Sousa
Resumo: O estudo da persuasão pressupõe uma viagem pelos territórios teóricos que a sustentam: a retórica, a argumentação e a sedução.

A Informação como Utopia
Autor: Joaquim Paulo Serra
Resumo: O libro mostra como a “sociedade da informação” tem as suas raízes no ideal iluminista de uma sociedade constituída por cidadãos que, partilhando o saber, podem decidir democraticamente, partilhando o poder.

Manual de Jornalismo
Autor: Anabela Gradim
Resumo: É um manual extremamente conservador, tanto na forma de encarar a imprensa e o seu papel, como na ideologia e propostas implícitas e explícitas ao longo do texto.

A Letra: Comunicação e Expressão
Autor: Jorge Bacelar
Resumo: O autor fala de como o homem descobre maneiras de estabelecer registros que duram por muito tempo e como foi a evolução formal dos símbolos tipográficos ao longo das últimas décadas.

Jornalismo e Espaço Público
Autor: João Carlos Correia
Resumo: O objetivo deste trabalho é, com recurso a uma perspectiva interdisciplinar, indagar sobre a natureza da relação entre a indústria jornalística e os seus públicos no contexto de uma sociedade de massa.

Semiótica: A Lógica da Comunicação
Autor: António Fidalgo
Resumo: O livro discute a semiótica através de dois fatores que, de acordo com o autor, demarcam os estudos semióticos contemporâneos em comparação com os antigos e, simultaneamente, instituem a semiótica como ciência.

No próximo dia 16 de agosto, a partir das 19h30 na PUC-SP (auditório Ricardo Sayeg, sala 100, primeiro andar do Prédio Bandeira de Melo) haverá o lançamento da pesquisa em hipermídia “Regimes de visibilidade em revistas”. Na ocasião haverá uma mesa redonda com participação de Christian Dunker, da USP, e Amálio Pinheiro, da PUC-SP.

Um extenso banco de dados multimídia que dá uma visão geral e crítica por meio da análise de cerca de 30 revistas: este é o DVD “Regime de visibilidade em revistas”, com navegação em hipermídia. O estudo pode ser utilizado por educadores que trabalham com crianças, adolescentes e jovens para discutir temas

O trabalho foi realizado pelo Grupo de Pesquisas em Mídia Impressa do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com apoio do CNPq e coordenação de José Luiz Aidar Prado. O resultado foram 400 vídeos, 1.500 imagens de revistas (femininas, masculinas, para executivos, jovens e negros e com foco em saúde e bem-estar) e 500 trechos em hipertexto. “A idéia de multifocalidade dá ao usuário a oportunidade de ouvir diversas opiniões de especialistas e outros cidadãos, ver as imagens das revistas e ler mais sobre o material”.

O material será distribuído gratuitamente para pesquisadores, professores, alunos, ONGs, instituições de ensino e outros interessados. A pesquisa ajudará também professores do Ensino Fundamental ao Universitário, profissionais que lidam com mídias, estudantes de várias áreas universitárias e interessados que lidam com cultura no dia-a-dia.

(Fonte: Compós)

Confira o novo projeto de formação em audiovisual da cidade de Caravelas, no interior da Bahia, o Pólo de Midiativa. O projeto destina-se a capacitar moradores da cidade em produção audiovisual, a fim de estimular a produção de material imagético na região Sul da Bahia, além de contribuir para a democratização dos preceitos e conhecimento técnicos e criativos necessários para o aprimoramento em produção audiovisual, ao formar possíveis multiplicadores egressos das oficinas.

Reconhece o mérito da oferta de oportunidade e capacitação para que mais pessoas explorem as possibilidades de criar conteúdos que transmitam textos e possibilitem leituras distintas a receptores de produtos comunicacionais nem sempre presentes nos circuitos e mídias convencionais. Além disso, tal proposta reforça a importância do uso das novas tecnologias como práticas de aprendizagem e como instrumento para a geração de emprego e renda e para a constituição de sujeitos críticos.

O projeto é coordenado por Ricardo Oliveira de Freitas, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), realizado pela UESC e Grupo Arte Manha, tem como parceiros a Prefeitura de Caravelas, a Secretaria Estadual de Educação, a Secretaria Municipal de Cultura, o Parque Nacional de Abrolhos/MMA, a RESEX do Cassurubá, a Resex do Corumbau/ICMBio  e o Cineclube Caravelas, e como apoios o Hotel Marina Porto Abrolhos e a Associação de Pescadores de Caravelas – APESCA.

Confira:  http://polomidiativa.blogspot.com

Inscrições são gratuitas e começam na no dia 20/7. Iniciativa da FENAJ e da ONU Mulheres, curso vai acontecer em oito cidades: Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Brasília, 14 de julho de 2011 – De 20 de julho a 3 de agosto, profissionais e estudantes de Jornalismo podem inscrever-se no Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, promovido pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, com apoio da SEPPIR – Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da SPM – Secretaria de Políticas para as Mulheres. O curso é gratuito, tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres e vai acontecer em oito cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Segundo a coordenação do curso, profissionais e estudantes de regiões metropolitanas, do interior e de regiões próximas aos oito estados podem fazer a inscrição diretamente no sindicato local de jornalistas ou solicitar informação por e-mail. Cada localidade terá o total de 50 vagas a serem preenchidas por jornalistas, repórteres, produtores, pauteiros, redatores, editores, fotógrafos, cinegrafistas e estudantes de Jornalismo de veículos impresso, on-line e eletrônicos.

O Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas será realizado no período de 8 de agosto a 1º de setembro de 2011, tendo carga horária de 8 horas/aula, das 18h às 22h. O programa está baseado em dois módulos e duas atividades pedagógicas: Gênero, Raça e Etnia em Sociedade; Jornalismo, Ética e Diversidade; Leitura Crítica da Mídia; e Experiências e Trajetórias Locais: Identificando Novas Fontes. O curso tem como objetivo preparar jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de Jornalismo para a cobertura de pautas relacionadas a gênero, raça e etnia.

Data

Localidade

Contato

8 e 9/8/11 Amazonas – Manaus sindicato@jornalistasam.com.br
10 e 11/8/11 Pará – Belém sinjor@jornalistasdopara.com.br
15 e 16/8/11 Ceará – Fortaleza sindjorce@sindjorce.org.br
17 e 18/8/11 Pernambuco – Recife jornalistas-pe@ig.com.br
22 e 23/8/11 Alagoas – Maceió sindjornal@uol.com.br
24 e 25/8/11 Rio de Janeiro – Rio de Janeiro sindicato-rio@jornalistas.org.br
29 e 30/8/11 São Paulo – São Paulo jornalista@sjsp.org.br
31/8 e 1/9/11 Rio Grande do Sul – Porto Alegre sindjors@jornalistasrs.org

Parcerias

A iniciativa faz parte da cooperação estabelecida entre a FENAJ e a ONU Mulheres, celebrada no 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, para o pleno cumprimento dos princípios dos direitos humanos e marcos internacionais referentes ao gênero, raça e etnia no Brasil e no mundo à luz da liberdade de imprensa. Conta com o apoio da SEPPIR – Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da SPM – Secretaria de Políticas para as Mulheres.

É desenvolvido com assessoria técnica e financeira do Programa Regional de Incorporação das Dimensões de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Combate à Pobreza da Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai, do Programa Interagencial de Gênero, Raça e Etnia e do Fundo para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O curso ocorre no âmbito das atividades do Ano Internacional das e dos Afrodescendentes, estabelecido pelas Nações Unidas, e da Campanha do Secretário-Geral da ONU “Brasil: Una-se pelo fim da violência contra as mulheres”.

Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas

Inscrições: 20/7 a 3/8/2011.

Investimento: gratuito, com certificado de 8h/aula emitido pela FENAJ e ONU Mulheres.

Período do curso: 8/8 a 1/9/2011.

Locais: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Informações: www.generoracaetniaparajornalistas.wordpress.com

Redes sociais: facebook.com/grejornalistastwitter.com/grejornalistas

Fonte: Assessoria de imprensa